Ponto de Vista




OS ÚLTIMOS SERÃO OS PRIMEIROS
  

* Camila Bill 

“Entra Fernando e sai Fernando e quem paga é o povo, que pela falta de cultura vota nele de novo e paga caro, com o corpo e com a alma”. (STAB- Planet Hemp)
A escória está no topo e o brasileiro na miséria. Sinto falta do narcisismo inocente da época de criança, onde as frustrações eram o dever de casa e a injustiça da professora má. Hoje o buraco é mais embaixo, a vida é mais ampla, as coisas mudaram, hoje eu sei o significado de política, aquela coisinha que “organiza, administra e direciona” um Estado.
Nunca fiz o estilo partidária, nunca fui petista, lulista ou sei lá quantos outros termos denominando partidos e políticos existem, mas hoje acordei mais pessimista. Estou com 22 anos e trabalho com política há 03, pode parecer pouco, mas neste meio, no meu meio, ou você é competente ou está fora. Por sorte talvez, ou por determinação, sempre pude escolher com quem trabalhar e escolhi os melhores, nem sempre foram os mais cobiçados ou os mais ricos, mas certamente foram os melhores para o povo.
Muitos comunicólogos veem a política na prática da comunicação, o mesmo que o divórcio é para a prática do direito, a devassidão de uma carreira promissora, eu vejo a política como o futuro, um governante corrupto não me faz corrupta, mas o meu silêncio me faria. A regra aqui é simples, mostre as vitórias e varra as derrotas para baixo do tapete, na política esconder as derrotas se torna impossível.
Governar em um país “livre” como o nosso não significa ser o imperador, o rei o cara que tudo vê e tudo sabe. A minha vida é minha, o que eu faço dela é problema meu, mas o que ele faz como governante também é problema meu, usar a rádio estatal para falar contra a oposição tem o mesmo peso de desviar dinheiro público da merenda escolar, os dois são abuso de poder, corrupção barata e chacota com o povo.
Que homem é este que se julga tão acima de Deus e dos homens, capaz de ser tão narcisista a ponto de ficar emburrado quando a atenção não lhe é dispensada? E que órgão regulamentador fajuto este que arrumamos, capaz de o livrar de qualquer pena, não?
O TSE de Roraima, livrou ontem por 6 votos a 1 o Governador Anchieta, um homem tacanho, com um currículo pregresso, alguém que fez fortuna, abandonou os menos favorecidos, exclui da sua lista de prioridades os patrimônios públicos, ajudou a construir um anel viário onde não era necessário no valor de 60 milhões de reais e que levou quase 4 anos para a sua conclusão, está mandando para as escolas merenda estragada e possui uma mansão, que outrora era uma casa grande, mas simples no conjunto dos executivos, um condomínio fechado e exclusivo a secretários do governo que comprovadamente não possuem residência própria. Ele está pensando que a casa continuará sendo dele?
O Anchieta é apenas um exemplo da política que me envergonha e deprime, é o resultado da ganância e da prole, com cara de sonso e incompetência sobrando, manda e desmanda, faz o que quer e está deixando um estado de vários modos rico, na miséria.  
Este governador é o retrato daquilo que eu repudio, é o tipo de homem que se acha esperto, mas não passa de um apedeuto que só está lá em cima, porque fomos burros de mais e nos deixamos fazer de escada.

* Publicitária  e  Assessora de Imprensa 





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''POLÍTICAS PÚBLICAS PARA NOSSA JUVENTUDE''

   A juventude ainda é carregada de mitos e preconceitos. Se não nos despirmos deste modo de olhar pouca mudança será possível. É hora de entender melhor e ouvir o que os próprios jovens querem e pensam sobre seu futuro, para que possamos construir um novo referencial de sociedade. Para isto, a identificação do jovem como sujeito participativo do processo político é necessário. Não queremos aqui ensinar padre a rezar, mais trazer e levantar questões de como nossa juventude se encontra e como podemos mudar esse cenário.

  O primeiro passo é entender o que é política pública, e para tanto, recorremos a nosso conhecimento acadêmico a respeito de tal conceito: políticas públicas são formas de políticas implementadas pelo Estado que pretendem garantir o consenso social, através de iniciativas que contribuam para a redução de desigualdades e controle das esferas da vida pública para garantir os direitos dos cidadãos. Entender também a expressão do trânsito das relações entre Estado e Sociedade, e compreendê-la como algo em construção e em permanente disputa entre os atores sociais que os fazem e conseqüentemente, os constroem. Assimilar esta mobilidade é fundamental para entrar no mundo das Políticas Públicas com a juventude. Esta é uma política em construção e, portanto, temos que superar este consenso superficial que a tem pautado. Estamos falando de um projeto para Roraima, da construção do futuro e, desta forma, da necessidade de estar articulado com um conceito de desenvolvimento da democracia, distribua renda e encare os jovens enquanto cidadãos capazes e detentores de direitos, portanto, protagonistas de seus próprios sonhos. Uma Política Pública contemporânea ao nosso tempo tem que discutir as questões de raça, credo, gênero, classe social, não se restringindo a discutir a forma e sim ir além, construindo socialmente o seu conteúdo e conceito estratégico de sociedade. Contudo, na prática, é a pressão de setores da sociedade sobre o governo, seja de forma organizada ou não, que dá origem às Políticas Públicas.

  O segundo passo a ser considerado é que estas políticas públicas só surtem efeitos esperados quando é levado em conta a opinião do seu público alvo, ou seja, os sujeitos para os quais o benefício será propiciado, neste caso a juventude de Roraima com suas peculiaridades. Mas é preciso que sejam políticas públicas propositivas, e não reativas. Na maioria dos casos, a juventude só se torna objeto de uma quando associada a estereótipos negativos, como a delinqüência, a violência e o abuso de drogas. Assim a forma mais viável de garantir sua implementação é através da participação dos jovens em sua gestação discutindo as problemáticas para o alcance das potencialidades que tal mecanismo pode gerar ao corpo da categoria social, pois, neste sentido, o que o jovem precisa é de políticas que lhe assegurem uma escola acessível e de qualidade, formação profissional adequada, oportunidades dignas de trabalho e renda, alternativas de lazer saudável e aconselhamento sobre reprodução e saúde sexual. O jovem necessita de apoio, atenção e perspectivas de auto-realização.

  Depois de feito todo esse diagnostico, iremos fazer:
    a.       Uma política de segurança que deve ser capaz de assumir com firmeza e determinação o combate ao crime, mas não se limitar a fazê-lo como um cão que age na base de estímulo-resposta, enfim, de reflexos condicionados;
   b.      Uma política de desenvolvimento humano, que tenha como seu eixo estruturador a educação básica e profissional, fazendo da ampliação e qualificação do Ensino Médio e seu primeiro e maior desafio;
    c.      Uma política de geração de oportunidades de emprego, trabalho e renda, baseada uma nova cultura do trabalho, ou seja, uma maneira de ver, entender, agir e interagir com o mundo do trabalho, que tenha em conta os impactos sobre esta esfera da vida de dinamismos como a globalização dos mercados.
    d.      Uma política de saúde educativa, que seja capaz de gerar uma cultura de cuidado e de auto-cuidado para com e entre os jovens, de modo a promover seu acesso a serviços de orientação e apoio e, acima de tudo, prepará-los para a adoção de bons critérios para avaliar e decidir, quando expostos a situações de risco: sexo inseguro, drogas, violência contra si mesmos e os outros, acidentes de transito, trabalho, irregular, abusivo explorador, violação sexual, atos infracionais e tantos outros.
    e.      Uma política de tempo livre, que incentive adolescentes e jovens ao uso criativo, construtivo e solidário de seu tempo disponível em atividades que desenvolvam seu protagonismo, despertem neles valores positivos e elevem seu senso estético e a percepção do sentido ético de suas ações nos campos do esporte, da arte, da comunicação, do voluntariado social, da defesa do meio-ambiente e da reflexão e debate de questões relativas ao seu universo de necessidades e de interesse.

  As políticas publicas, ainda precisam ser trabalhadas em um campo mais profundo em nosso estado, afim de que garantam alguns direitos emergentes relativos a esta camada da sociedade: a juventude (camada) que precisa de investimento na sua educação e segurança pra o futuro promissor, pois se encontra na juventude o futuro de Roraima.

(Jean Martins de Araújo)
Colaborador
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juventuderoraima@hotmail.com

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